Gustavo Mendanha declara apoio a Luiz do Carmo para vice de Daniel Vilela e defende protagonismo evangélico em 2026

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD-Solidariedade), declarou apoio ao nome de Luiz Carlos do Carmo para ocupar a vaga de vice-governador na chapa que deverá ser encabeçada pelo governador Daniel Vilela (MDB) nas eleições de 2026.

Em entrevista, Mendanha afirmou que a articulação faz parte de um movimento de lideranças evangélicas que buscam ampliar a participação do segmento nos espaços de poder do Estado.

“Eu já declarei esse apoio. Agora, na verdade, nós estamos trabalhando estratégias para tentar, de alguma forma, ajudá-lo a chegar lá. Até porque eu entendo que o segmento evangélico tem todas as condições de ser representado pelo Luiz”, afirmou.

Luiz do Carmo como nome de consenso

Ao justificar seu apoio, Gustavo Mendanha reconheceu que existem diversas lideranças evangélicas qualificadas para ocupar a vaga, mas destacou que Luiz do Carmo tomou uma decisão política diferente de outros nomes que disputam cargos eletivos.

“Eu acho que há bons nomes que estão buscando o seu espaço, como o próprio Henrique César, João Campos, Rafael Gouveia, que representa um grande ministério e está preparado, além de Simeyzon, Cairo Salim e outros nomes evangélicos que poderiam muito bem representar esse segmento”, disse.

Segundo Mendanha, a diferença é que Luiz do Carmo não pretende disputar outro mandato eletivo.

“Todos nós estamos buscando as nossas cadeiras, e o Luiz optou realmente por não disputar outro mandato. Ele só será candidato se for para a vice”, acrescentou.

Defesa da participação evangélica

Durante a entrevista, o ex-prefeito também rebateu críticas atribuídas a integrantes do Fórum Empresarial que teriam questionado a capacidade administrativa de representantes evangélicos.

Mendanha classificou as declarações como inadequadas e lembrou exemplos de lideranças políticas ligadas ao segmento religioso.

“Não sei quem foi o autor, mas vale lembrar que Iris Rezende era evangélico, eu sou evangélico, Zé Garrote é evangélico, Marcelo Baiocchi é evangélico, assim como vários outros”, afirmou.

Disputa pelo eleitorado evangélico

Questionado sobre a disputa pelo eleitorado evangélico, que também é cortejado por outros pré-candidatos ao Senado, como o senador Vanderlan Cardoso (PSD), Mendanha afirmou que sua estratégia será baseada no diálogo e na aproximação com as lideranças religiosas.

“Eu vou trabalhar e fazer aquilo que sempre fiz: dialogar. E fazer um trabalho diferente. Acho que, talvez, uma das dificuldades que o atual senador terá são algumas posições que adotou no Senado e que não agradaram boa parte da Igreja”, declarou.

Agronegócio e segmento evangélico

Ao comentar a possibilidade de o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner, ser escolhido para a vice-governadoria, Mendanha reconheceu a importância política do agronegócio, mas destacou o peso eleitoral do segmento evangélico.

“Eu acho que é um bom nome. Ele representa um segmento importante, que é o agronegócio. Mas acredito que o segmento evangélico tenha uma representatividade eleitoral muito maior”, afirmou.

Segundo o ex-prefeito, os números favorecem a presença de um representante evangélico na chapa majoritária.

“Nem todo evangélico é produtor rural, mas há muitos produtores rurais que são evangélicos. Em termos numéricos, você tem muito mais evangélicos do que produtores rurais”, concluiu.

A definição da composição da chapa governista para 2026 ainda está em fase de articulação, e nomes ligados ao agronegócio, ao segmento evangélico e à política tradicional continuam sendo debatidos nos bastidores da base aliada de Daniel Vilela.

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