Estreito de Ormuz terá gestão definida por Irã, Omã e países do Golfo 

O primeiro item do memorando de entendimento negociado entre o Irã e os Estados Unidos (EUA) prevê o fim “imediato e permanente” das guerras travadas, atualmente, por Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

A íntegra do texto, com 14 pontos, foi divulgada pela mídia estatal iraniana e por veículos de imprensa dos EUA. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também publicou a cópia do documento em uma rede social.

O documento estabelece que a gestão do Estreito de Ormuz será definida entre Omã, Irã e países do Golfo Pérsico e que todas as sanções aplicadas contra o país persa serão suspensas. Pelo memorando, Teerã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares, com previsão de aceitar inspeções periódicas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O texto, que seria assinado nesta sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, já foi assinado remotamente, segundo informou o Paquistão, que intermediou o acordo. Irã e EUA comprometem-se a respeitar “a soberania e a integridade territorial um do outro e a abster-se de interferir nos assuntos internos um do outro”.

O documento prevê ainda um prazo de 60 dias para um “acordo final”; o fim do bloqueio naval imposto por Washington contra o Irã e a previsão de plano com US$ 300 bilhões para reconstrução do país persa.

Todos os compromissos estão vinculados ao acordo final que deve ser costurado no prazo de dois meses, que pode vir a ser prorrogado. Porém, estão previstas para valer imediatamente o fim das guerras em todas as frentes, o levantamento do bloqueio naval dos EUA e a liberação de fundos do Irã bloqueados pelos EUA, assim como a passagem por Ormuz “livre e gratuita” por 60 dias.

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