O mercado brasileiro de treinadores sempre foi marcado pela instabilidade, com consequências negativas que frequentemente culminam em demissões no futebol nacional. O caso mais recente é o de Dorival Júnior, demitido do Corinthians neste domingo (5), após a derrota em casa para o Internacional por 1 a 0, pela 10ª rodada do Brasileirão. O resultado foi a gota d’água para o treinador, que acumulava nove jogos sem vitória no comando da equipe.
Para o seu lugar, o clube contratou Fernando Diniz, que teve seu último trabalho à frente do Vasco, de onde foi demitido no início da competição.
Com isso, o Campeonato Brasileiro chega à marca de 10 treinadores demitidos em 10 rodadas, uma média de um por rodada. Antes de Dorival, nove nomes já haviam deixado seus cargos: Gilmar Dal Pozzo, da Chapecoense (9ª rodada); Martín Anselmi, do Botafogo (8ª); Vojvoda, do Santos (7ª); Tite, do Cruzeiro (6ª); Crespo, do São Paulo (4ª); Filipe Luís (4ª); Osorio, do Remo (4ª); Sampaoli, do Atlético Mineiro (3ª); e novamente Fernando Diniz, pelo Vasco (3ª rodada).
O recorde de demissões na Série A ocorreu em 2015, quando 30 treinadores foram desligados ao longo da competição. Já um ano de maior estabilidade foi 2012, com 20 demissões, número que, ainda assim, segue elevado em comparação com a média do futebol europeu.



