O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o Irã teria solicitado um cessar-fogo no conflito com os norte-americanos. A declaração foi feita por meio de uma publicação em rede social, na qual ele também condicionou qualquer avanço nas negociações à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, o pedido teria partido de um novo líder iraniano, descrito por ele como “menos radical” que seus antecessores. No entanto, o republicano não detalhou com quem teria mantido contato direto nem apresentou provas da suposta solicitação.
Apesar da fala, o governo iraniano negou imediatamente a informação. Autoridades do país classificaram a declaração como falsa e sem fundamento, reforçando que não houve qualquer pedido formal de cessar-fogo aos Estados Unidos.
Trump também deixou claro que, mesmo diante de uma possível negociação, os ataques americanos não seriam interrompidos de imediato. Ele afirmou que os Estados Unidos só considerariam um cessar-fogo quando o Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo — estiver “aberto, livre e seguro”.
A fala ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro, quando forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram ataques contra o território iraniano. Desde então, o confronto tem provocado retaliações, mortes e impactos econômicos globais, especialmente no preço do petróleo.
Nos últimos dias, Trump já havia sinalizado uma possível abertura para negociações, inclusive com a suspensão temporária de ataques a instalações energéticas iranianas, o que ele também atribuiu a um pedido de Teerã. Ainda assim, o cenário segue instável, com troca de acusações e divergências sobre a existência de diálogo entre os países.
Além disso, o ex-presidente indicou que pode encerrar a participação militar dos Estados Unidos no conflito nas próximas semanas, mesmo sem um acordo formal, o que reforça a pressão por uma solução rápida para a guerra.



