O deputado estadual Talles Barreto (UB) negou que um encontro organizado por ele entre prefeitos e o senador Vanderlan Cardoso tenha tido como objetivo articular apoio político para uma eventual candidatura ao Senado. A reunião ganhou repercussão após integrantes da base governista demonstrarem desconforto com o episódio.
Vanderlan é pré-candidato à reeleição e já admitiu, em outras ocasiões, que pode disputar a segunda vaga ao Senado na chapa governista, que tem como nome principal a primeira-dama Gracinha Caiado. Mesmo assim, segundo Talles, o encontro não teve qualquer caráter eleitoral.
“Foi apenas um despacho informal, descontraído, com um senador da República. Em nenhum momento se falou em apoio político ou candidatura”, afirmou o deputado em entrevista ao Jornal Opção. Ele também é líder do governo Caiado na Assembleia Legislativa.
Participaram da reunião os prefeitos Gilber Roque, de Rianápolis; Warley Gouveia, de Alexânia; além de integrantes da equipe da prefeita de Formosa, Simone Ribeiro. Entre as pautas discutidas, estiveram demandas municipais, como a solicitação para a construção de um lago em Rianápolis, que deverá levar o nome do pai de Talles Barreto.
Durante o encontro, o deputado fez elogios ao senador Vanderlan, destacando que ele tem contribuído com os municípios goianos e demonstrado atenção às demandas dos prefeitos. Apesar disso, Talles reforçou que não trabalha para emplacar o nome do senador na chapa governista.
Segundo ele, as únicas definições políticas até o momento são seu apoio ao projeto de Daniel Vilela para o governo de Goiás e à pré-candidatura de Gracinha Caiado ao Senado.
“A única coisa que faço diariamente é trabalhar pelo projeto do Daniel Vilela, por quem tenho grande carinho, e pela Gracinha como senadora. Ela é minha candidata e está preparada para isso”, declarou.
Talles Barreto também revelou que tem preferência pelo nome do ex-deputado José Mário Schreiner para a vaga de vice na chapa de Daniel Vilela, mas fez questão de ressaltar que a decisão final caberá ao governador Ronaldo Caiado e ao grupo político.

